Clichê 1x01 - “Butterflies...” e 1x02 - “...and Backstabing Bitches”

segunda-feira, 25 de maio de 2009




“Nem só de críticas pesadas, a nova fase do ECL vive”.

Atenção: O texto a seguir contém spoilers, se você não quer saber o que vai acontecer, pule 99,9% de tudo. Está avisado.

Como é bom ler algo que não está muito em evidência (tópicos recheados de elogios ou autores superestimados) e ser surpreendido positivamente por um roteiro criativo, ótimos diálogos e uma estória cativante.


Bom, levando em conta essa primeira introdução elogiosa, não preciso nem oferecer um doce para quem adivinhar em que parte (ler algo ruim que faz o tempo passar demoradamente ou ler algo bom que faz passar o tempo sem perceber) a nova série de Bruno Marinho, Clichê, se enquadra, huh?

Bruno é pouco conhecido no meio virtual, porém não se trata de uma pessoa inexperiente, seu primeiro trabalho oficial, foi escrevendo o especial
LOSER pela WBS, onde rasguei elogios (tanto na comunidade, tanto na polêmica análise crítica no e-zine) a única comédia virtual que foi capaz de me fazer rir, mostrando ali uma capacidade forte de envolver o telespectador.

Todavia, não se pode julgar o trabalho de alguém apenas por uma obra, afinal, escrevendo um único episódio, e inspirado em um livro ou crônica, conto (
não lembro ao certo), o autor poderia ter dado um tiro certeiro, porém, raro e único. Então esperei para acompanhar Clichê sem expectativas, pois muitos de nós sabemos, que esperar bastante por algo, pode mais causar decepção do que satisfação.



Felizmente a sensação causada ao terminar de “assistir” os dois primeiros episódios, foi de extrema satisfação e o gostinho de quero mais e mesmo sendo uma dupla exibição, o que obviamente foi de grande importância para o resultado final do mesmo, pois talvez se o primeiro episódio tivesse sido exibido separadamente, e tivéssemos que esperar uma semana para o próximo, a reação poderia ter sido um pouco menor do que essa, mas o porquê disso deixarei para dizer mais tarde.

Lançada como independente, a série conta a vida nos bastidores de uma promissora peça da Broadway, intitulada de
“CLICHÊ”. Richard, é um produtor que tenta se reerguer após o fracasso de seu primeiro trabalho, esse, bombardeado em críticas pela sua própria namorada (Jennyfer), que na época, tentava se promover como repórter, e atendendo ao pedido de seu editor, não mediu as conseqüências em escrever falando mal de algo que ainda não havia estreado. O resultado? Fracasso total, impedindo-o de produzir uma peça durante 5 anos e criando assim, uma guerrinha particular entre os dois.

Em evidência também estão os atores: Amanda, Julie, Charlie, os protagonistas Angie e Seth, Vinni e o diretor da peça Pierre.

O primeiro episódio gira em torno da apresentação dos personagens e ansiedade pela estréia da peça. Obviamente por muitos personagens terem sido apresentados no começo, não é muito que pude guardar de cada um, mas o que vi, confesso que gostei. Alguns merecem destaque como Julie, que almeja a fama e fantasia estar sendo assediada por qualquer pessoa que vê na rua, quando as mesmas (
sexo masculino) não fazem idéia de quem seja e simplesmente a olham no intuito de chamá-la para sair. Destaque também para seu único comercial sobre herpes. Seth também se destaca, por sua complexidade e problemas com as drogas, talvez seja o personagem que ganhe o melhor plot da série.

Já o segundo episódio, consegue apresentar uma trama mais sólida, dando dois plots destacáveis para os mesmos, um deles, envolvendo Julie em meio a um assalto com reféns, terminando em duas mortes, uma causada por ela em legitima defesa. O segundo plot envolve Seth, Angie e Richard na boate, culminando com uma grata surpresa no final.



Pontos positivos:

Ótimos diálogos. Nota-se que o autor tem dom para cenas cômicas, todas as cenas leves que necessitavam de um toque cômico, conseguiram ser engraçadas.




Ótimo roteiro. Descrições de cenas e cortes. Destaque para a cena em que revela o plano entre Richard e Angie, o modo como o flashback foi mostrado por outro ângulo enquanto a cena é narrada e a imagem se afastando, retratam perfeitamente o que veríamos se realmente tivéssemos assistindo.



O modo como a peça conseguiu publicidade necessária para lotar na estréia, uma com a armação de Richard e Angie, outra com o assalto envolvendo Julie.

 

Pontos negativos:

Como disse lá em cima, tudo funcionou direitinho por ter tido de cara uma dupla exibição, pois se o primeiro episódio tivesse sido apresentado separadamente (
prazo de uma semana ou mais), a impressão que daria é que absolutamente nada demais aconteceu. Apesar dos personagens conseguirem cativar e os diálogos valerem à pena, o primeiro episódio serviu apenas para apresentação e só, o que pode até não ser ruim, porém, acredito eu, que todo piloto necessita de pelo menos um plot bem elaborado e destacável para poder fazer com que o telespectador se interesse em ver o próximo. Pois se não fosse pelas características citadas (bons diálogos, personagens), Clichê poderia cair numa armadilha que muitas séries estreantes caem, o vazio do piloto.

O motivo de Bobby ter entrado na loja de Conveniência. Não sei se Johnny é um chefão da máfia, não captei muito bem essa parte. Mas convenhamos, pedir para que o futuro gangster, traficante, entre numa loja e além de assaltar, ter que matar alguém, soa exagerado. Por exemplo, se a prova que ele queria era que o rapaz seria capaz de matar alguém, poderia muito bem ter capturado qualquer pessoa e mandado dar cabo nele em qualquer beco, pois seria muito mais seguro para ele assim, porque convenhamos, hoje em dia qualquer lojinha de beira de esquina possui no mínimo uma câmera (
se a porta tinha trava, com certeza também haveria câmera) e que tipo de bandido do mais louco e mesmo inexperiente, entraria numa loja para roubar e matar e não se preocupar em esconder o rosto?

Essa não chega a ser como ponto de negativo, pois acontece com todo mundo, ou a maioria. No início do segundo episódio, há uma confusão de nomes de personagens, onde Amanda e Pierre não deveriam estar. Fica apenas a dica para o autor editar e corrigir.

Bom, é basicamente isso, Clichê estréia nos dando esperança que algo realmente bom pode sair quando a proposta é fazer algo diferenciado, pois não adianta fazer uma sinopse apenas criativa e mirabolante, quando o conteúdo a ser mostrado é de gosto duvidoso.

Que esse seja o alerta para quem vai estrear, que tente realmente apresentar algo que valha a pena, não somente na premissa, mas nos desenvolvimentos de cenas e principalmente nos diálogos.

Atenção 1: Já que muito falamos de pilotos, ainda essa semana estarei postando um TOP FIVE, referente os piores e melhores pilotos que eu já li.
Atenção 2: Não abandonei RooM e The Balbord, em breve estarei fazendo as críticas de seus novos episódios.
Atenção 3: Gostaria de ver o ECL atualizado com mais freqüência e acha que sua ajuda seria de grande serventia? Estamos em busca de uma pequena equipe para atualizar o blog nos mais diversos aspectos, basta enviar um e-mail para:
thiago_gao@yahoo.com.br, com uma prévia do que você faria no blog, pode ser até Review, afinal, não é possível uma pessoa só ler tudo que estrear. E PS: Para participar, fique atento as regras citadas no post do blog na comunidade de séries.

FUI!







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