The Group - Um retorno à Vila Ouro Branco e suas histórias

terça-feira, 13 de abril de 2010














Olá meus queridos e amados 500 mil leitores e meus inimigos que me odeiam, mas não conseguem deixar de ler o que eu escrevo.

Como já disse uma vez quando fiz comentários sobre Clichê, nem só de críticas pesadas nossa atual fase do ECL vive, aliás, isso pode ser constatado em todas as fases ao longo desses 124 posts do blog mais antigo em se tratando de seriados virtuais, não importando o quanto tempo fizemos e estivemos em hiatus, mas a verdade é que aqui é que nem os slasher’s oitentistas onde quando você pensava que o assassino em série finalmente havia morrido, lá estava ele para mais uma seqüência sanguinolenta.

E é com essa introdução xexelenta que dou início a um dos especiais mais importantes do blog. Por que me refiro como um dos mais importantes? Ora bolas, se você tem pelo menos 1 neurônio nesse cérebro, há de concordar comigo que tudo tem um começo, certo?

Quem acompanha esse blog assiduamente, está cansado de me ver puxando saco dos pioneiros que levaram os seriados virtuais para Orkut, onde esse mundo se tornou popular, turma essa, que me orgulho de fazer parte.

Acontece que por mais que esse ramo não fosse novidade fora do nosso site de relacionamento, eu posso apostar com toda certeza que se não fosse pelos primeiros que deram a cara para bater e fizeram sucesso com isso, até hoje a nossa comunidade de séries não teria nascido, e se houvesse alguma série virtual, seriam poucas e bem discretas.
O que a turma pioneira fez foi algo para dividir a história deste mundo que chamamos de SV, pois graças a isso, até mesmo as emissoras de fora, ficaram bem mais conhecidas e em evidência, afinal, nunca a TVSN havia sido tão citada quanto na nossa comunidade, mesmo sendo através de rixa(que hoje não existe mais, só pra deixar claro) ajudou a tornar o site mais popular, e por muitas vezes foi referencia em seriedade, ajudando novatos a se espelhar na melhor forma de escrever e montar um episódio.

E essa turma pode se orgulhar, pois eles conquistaram leitores de verdade, pessoas que não conheciam este meio e se deslumbram com tal, leitores de verdade, que permaneceram leitores e não meros interesseiros em lançar a própria série.
E eu continuo me orgulhando, pois mesmo parado e em passos de tartaruga, ainda consigo chamar leitores assim para minha série.

Mas não é de Descobrindo que vim falar hoje e sim da numero 1, que tenho um enorme carinho e até hoje me entristeço em pensar que nunca terá um final digno, como merecia.


The Group, escrita pelo fake The One, era uma série que se passava no Brasil, com elenco estrela americano interagindo com brasileiro (desconto obviamente a falta de experiência de iniciantes) e que contava o cotidiano de um grupo de jovens de uma universidade na cidade fictícia de Vila Ouro Branco.

Mas não era a história que mais se destacava em The Group, muito menos seus personagens, ou ações, mas sim a forma como tudo era nos apresentado. Lembro que quando lancei a minha série, achando que se tratava de novidade, fui pesquisar no Orkut pra saber se já existia algo a respeito, e nessas procuradas, me deparei com a comunidade da série e me encantei com a forma criativa dos episódios exibidos.

Esqueça o simples roteiro que você leitor está acostumado a ler, esqueça as promos que são colocadas a todo instante para que você se lembre do rosto do personagem, pois com The Group, bastava um episódio para você decorar quem era quem, e nem exigia esforço para tal, pois em todos os episódios, tudo estava lá outra vez. Estou me referindo a forma mais criativa e que até hoje não foi batida no meio, e que, apenas uma vez vi ser copiada, mas de forma bem triste que nem continuidade teve.

Pois bem, explicando em detalhes, os episódios eram apresentados quase em formato de gibis, faltando apenas os balõezinhos com os diálogos dentro. O rosto do personagem antecedia sua fala, e sua expressão mudava conforme seu humor durante a cena, se estava feliz, ele aparecia sorrindo, triste, aparecia triste, e por aí vai.

Claro que para alguns aquilo podia incomodar, pois diversas vezes não era possível acompanhar a emoção que a cena exigia e que o roteiro somente escrito conseguiria transmitir. Mas The Group foi a série que mais conquistou leitores que não gostavam de ler, pois seu formato único, atraia até o mais preguiçoso que detesta filmes legendados, o que também culminou com o sepultamento da série, quando o autor se viu forçado a abandonar esse estilo em quadrinhos e adotar apenas o roteiro, fazendo a série que já não andava em boa fase, decair em 99%, mas disso falarei mais tarde.

Claro que nem tudo são flores em The Group, com um olhar mais crítico, era notório muitas vezes a falta de planejamento do autor e o jeito em conduzir seus personagens em espacialmente nos diálogos que muitas vezes começavam com: “oi” e terminava com “desculpe, mas tenho que ir”. E a ânsia também em ser um Manuel Carlos da vida e polemizar tudo, acabou por muitas vezes em tirar a emoção da série, pois sinceramente prefiro me emocionar com plots pequenos do que ser bombardeado de plots polêmicos no intuito de te fazer refletir, debater e etc.

Irei falar de cada temporada, de seus erros e acertos, mas tudo será bem por cima, pois como faz anos que a série já não está mais ativa e não existem mais episódios para rever, de certo muita coisa eu acabei por esquecer, então fica apenas o básico e as lembranças do que sentia naquela época.





Com uma forte influência em Dawson’s Creek e The O.C, The Group nos apresentou um piloto promissor onde 5 pessoas acabam passando da hora e ficando presos numa biblioteca. Mesmo pouco se conhecendo, eles começam a revelar certos segredos e medos uns para os outros, no melhor estilo ‘CLUBE DOS CINCO’, onde então sai a idéia de formarem um grupo de auto-ajuda, dando esse, o nome da série.

A série contava com 5 protagonistas, formados por Nick (Kerr Smith) jovem que havia se transferido para a universidade da cidade e guardava um grande segredo que o fizera mudar, a vidente Luana (Kristin Kreuk), o quieto, problemático e homofóbico Tom (Bem Mackenzie) a doce Rafaela (Katie Holmes) e o professor Tales (Gale Harold).

Claro que 5 protaginistas muitas vezes é fachada, pois 90% das séries giram em torno de 1 personagem, e com The Group não era diferente. Nick era o principal protagonista e em que mais vezes esteve em cena, o grande mistério da temporada girava em torno dele, e causava alvoroço e discussões na comunidade, até um bolão foi feito para descobrir o tal segredo, que no final, acabou decepcionando e surpreendendo a maioria dos fãs.

Na primeira temporada teve de tudo que se possa imaginar, ex-namorado tendo caso com a mãe da ex-namorada... Professor tendo um relacionamento homossexual com aluno, este, filho do diretor que não aceitava a opção do filho... Irmãos que se odiavam e gostavam da mesma mulher... Revelações complicadas sobre paternidade... Melhor amiga amando amigo que nunca revelava o seu amor... Professora frustrada que descontava nos alunos... Rapaz com DST, e por aí vai.

E como toda série, temos os shippers de plantão, e neste caso, havia uma torcida para que o protagonista Nick, ficasse com personagem doida e simpática Érica (Misha Burton), mas a aparição do ex-namarado Dan (Tom Welling) e o descobrimento que Érica estava grávida do mesmo, acabava por afastar os futuros pombinhos... Porém, mal sabia o público que o buraco era mais embaixo e problema muito maior do que aparentava.

A temporada foi composta por 20 episódios, tendo 3 como marcantes.





Episódio 1x15, em que um ladrão que acabava de fugir de um assalto ao banco, faz os alunos da universidade de reféns, culminando num acidente que faz com que Érica perca o bebê.












Episódio 1x19, a sentida morte do irmão de Nick, Fernando (Tom Cruise) em função de um acidente de carro e que traria conseqüências nas vidas de alguns personagens.






Episódio 1x20, angustiante season finale, onde tudo que podia dar errado, deu.
Tales perde o seu grande amor que resolve se mudar da cidade. Luana sofrendo com a morte de Fernando. Rafaela declarando seu amor á Tom, que não corresponde o esperado.

Mas nenhum deles teve tanto impacto como a revelação do segredo de Nick, que revela a Dan que não poderia ficar com a Érica porque estava apaixonado por ele.

Claro que muitos ficaram decepcionados, não pelo fato em si de Nick no final das contas ser Gay, mas pelo fato de que o público torcia pelo romance dele com a Érica. Embora bem chupado de Dawson’s Creek, incluindo uma carta reveladora e também o mesmo ator interpretando o personagem homossexual, essa revelação não deixou de ser surpreendente e ao mesmo tempo chocante, pois em momento algum na temporada, o personagem deixou escapar algo que fizesse suspeitar de sua opção sexual. E o tal mistério de sua fuga para Vila Ouro Branco, se devia ao fato dele ter se apaixonado pelo melhor amigo na cidade onde morava e precisava de uma nova vida para se recompor, mas não esperava que novamente o destino lhe pregaria uma peça.

E termina o episódio numa interessante montagem ao som de uma canção que não lembro qual agora, mostrando os personagens arrasados, o principal deles, Nick, pegando carona na estrada, fugindo outra vez.

Não posso negar que foi uma boa 1ª temporada, porém tinha tudo para ter sido ótima. Um dos fatores negativos, obviamente, eram os diálogos rasos, que junto com as imagens, soavam bastante superficiais. Porém, o principal fator negativo foi ter fugido da proposta inicial da série, que era a formação de um grupo de auto-ajuda. Qualquer pessoa que tivesse lido o piloto, imaginaria que The Group se trataria de um grupo de jovens se reunindo e contando sobre a vida, e que durante a temporada várias reuniões aconteceriam. Mas não, muita coisa promissora parou ali no piloto, e as tais reuniões prometidas, apenas mais uma aconteceu depois deste episódio, e isso de forma casual.

Não faltaram polêmicas, mas muitas das vezes faltou emoção, coisa essa, essencial para o crescimento de uma série.








Com o sucesso conquistado ao longo da primeira temporada, The Group veio com toda moral e expectativa para o seu 2º ano, mas infelizmente, como de praxe em várias produções em que temporadas iniciais fazem sucesso, o 2º ano da série não superou a qualidade do primeiro e deixou e muito a desejar, porém, em matéria de audiência, teve um grande aumento significativo de comentários na comunidade.

Talvez pela ânsia de tentar superar a primeira temporada, o autor se perdeu adicionando um caminhão de personagens novos, muitos deles sem a menor importância na série, que entraram como saíram. Os temas polêmicos dobraram, o que também foi um erro, pois em momento algum você para para refletir e em vários momentos muita coisa soou forçada em demasia.


Mas o maior pecado foi ter deixado de lado a parte ‘serializada’ da série e quase tê-la transformado numa novela, com direito até mesmo ao famoso e batido clichê “Quem Matou?”.

Segundo uma resposta do próprio The One referente a uma crítica recebida, ele disse que na 1ª temporada ele tinha todo um esqueleto dos principais acontecimentos e que nessa temporada, o tiro estava meio que saindo no escuro, o que era bem notável, já que muitos plots pareciam feitos com laranjas, implantados na hora em que o autor estava escrevendo, sem ao menos pensar na conseqüência que aquilo poderia trazer no futuro da série, especialmente na coerência dos fatos.



Mas para quem curte uma novela lotada de clichês, a 2ª temporada teve tudo que lhe pudesse agradar...
-Moça namorando homem mais velho que depois vem a descobrir que se trata de seu pai.
-Vilão caricato que faz de tudo para atrapalhar a vida do mocinho, por puro ciúmes doentio.
-Mocinho que consegue pular na frente da mocinha e levar o tiro no seu lugar – Tom Welling incorporou bem Clark Kent na hora, sendo mais rápido que a bala.
-Mocinha namorando rapaz que não gosta, mas pensando no outro, que após ver que ela está namorando, resolve lutar pela moça, mas deixa isso de lado por pena do outro rapaz que acabara de perder o pai em um acidente causado por uma bomba colocado no colégio.
-Todos odiando uma única pessoa que é assassinada através de um atropelamento, deixando o mistério do “Quem Matou”.
-Sem falar em Nick voltando para Vila Ouro Branco namorando uma moça que sabia de suas dúvidas a respeito de sua homossexualidade, e depois se envolvendo com Érica, que já nessa altura havia deixado de ser uma personagem carismática, resolve se matar, é atropelado, perde a memória, se envolve com um astro da música pop que se matricula na universidade e se revela gay.
-Namorada do rapaz que possui um mistério que depois é revelado que se tratava de uma prostituta.

Se por um lado a série aparentou bastante movimento, o tom de Déjà vu de novela das 21:00 era bastante visível, o que para alguns, especialmente esse que vos escreve, incomodou bastante, afinal, você assiste seriado justamente para fugir dos clichês novelisticos, não para vê-los em dobro numa temporada.
A preocupação em chocar, causar discussões, mas esquecer de uma trama nos faça envolver, coloca essa temporada muito abaixo do esperado. Se na 1ª temporada nada era novidade, ainda assim, por se tratar de uma temporada incial, por um autor inexperiente que estava começando no ramo, e no ano de 2005 e começo de 2006, muita coisa era bem mais aceitável que hoje, especialmente para os fãs de Dawson’s Creek (como eu) que puderam praticamente ver um remake da série no seu primeiro ano.
Mas já a 2ª temporada, necessitava de uma preparação maior, muitas vezes a ânsia de tentar se superar, o autor se perde lançando inúmeros plots que não levam para lugar algum.

E nem a Season Finale dessa vez conseguiu empolgar, sendo praticamente um episódio comum, deixando apenas o Cliffhanger de Nick sentindo dor de cabeça, sangue escorrendo de seu nariz e desmaiando, o que acabou parecendo forçado apenas para chocar.

E a revelação do “Quem Matou” não foi previsível, porém não foi convincente. Clara (Alisson Mack) arrasada por descobrir que seu namorado na verdade era seu pai, sai com o carro em alta velocidade e atropela justamente a vilã que todos queriam matar. Mesmo a personagem indo embora sem prestar socorro a vítima e se escondendo por algumas semanas, nem presa acaba indo.












Se havia alguma esperança de reviver os bons tempos da série como o autor havia prometido, infelizmente o começo da 3ª temporada joga tudo no lixo, transformando a The Group que já não parecia mais uma série, em um autentico folhetim do Meneco. Porém dessa vez, nem o público fazia mais vista grossa com os plots apresentados, e muitos começaram a abandonar os tópicos de comentários.

-Nesta, tivemos novamente um vilão caricato que fazia de tudo para atrapalhar a vida dos outros sem motivação aparente, dando a impressão de que estava na composição de um personagem de Malhação.
-A aparição de um padre, que daria a entender que teria sua fé provada através de uma paixão recíproca por Érica (alguém lembrou de Mulheres Apaixonadas?).
-Alguns atos que não condiziam com os perfis dos personagens que nos era apresentado desde a primeira temporada, exemplo do Renato, que desde a 1ª temporada se mostrou um rapaz do bem e apaixonado por Luana, e após ter conseguido conquistar o seu grande amor, viaja para sua cidade natal e se envolve com um ex-casinho antigo, sem que ela se esforçasse para seduzi-lo ou coisa parecida.
Por exemplo, Renato chegou dizendo para ela que não tinha ninguém importante em Vila Ouro Branco, mesmo em todo tempo se mostrando apaixonado por Luana e não hesitou nem um pouco em aceitar o convite da ex para sair. Se o rapaz tivesse saído com ela na intenção de conversar apenas, e conversa vai e vem, bebida vai e vem, ele acabasse caindo em tentação, seria até mais aceitável, mas não do jeito que nos foi apresentando, jogando no lixo o perfil traçado ao personagem, pois segundo The One que gostava de tratar de temas polêmicos, ele queria fazer refletir sobre o leão com pele de cordeiro e o perdão de uma traição.
Ora bolas, se o personagem era uma leão na pele de cordeiro, isso já deveria ter sido revelado bem lá atrás, não após 3 temporadas, ainda mais porque havia perdoado a namorada prostituta que havia mentido sobre sua profissão na temporada passada.

Mas o maior pecado em se tratando de plots, foi Érica ter revelado ao padre que havia feito um aborto no passado.
Whatarrell, como a menina poderia ter comedido um aborto se no episódio tenso do assalto ela havia perdido a criança?
Então questionado a respeito por um leitor, The One disse que a verdadeira história era a do aborto e que ela não havia contado para as amigas que havia abortado por medo de ser julgada.
Pois é, eis que vimos então um dos maiores furos de roteiro de seriados, pois veja bem, na 1ª temporada Érica havia se ausentado por alguns episódios e quando voltou, trouxe consigo a bomba de que estava grávida. Apaixonada por Nick, teve que abdicar seu amor por causa da criança que estava para nascer e se viu forçada a voltar com Dan. Então analisando os fatos, a desculpa dada pelo autor não cola, pois segundo ele, ela já havia voltado da viagem sem a criança no ventre, mas se ela havia realmente abortado, por que diabos foi dizer que estava grávida e por que raio se viu forçada voltar com o Dan por conta de uma criança que aparentemente não existia mais? Consegue entender? Bom, nem eu... Até porque ela ficou triste quando soube que havia perdido a criança no tiroteio na universidade.

Mas questionado sobre esses fatos, The One foi humilde em reconhecer o erro, e disse que havia feito aquilo para tratar do tema aborto, mas que infelizmente agora estava perdido e não sabia mais o que fazer.







Se a série já não tinha mais tanta audiência como antes e seus personagens estavam mais perdidos do que cego em tiroteio, uma cartada final do autor afastaria de vez os poucos que ainda comentavam os episódios com entusiasmo.

Devido ao grande consumo de tempo que levava em procurar screencaps dos atores, montar as páginas com as falas seguindo a expressão do momento, escolher as músicas e upar tudo isso no geocities, o autor se viu obrigado a abandonar seu jeito único de apresentar uma série virtual, que era o famoso formato em quadrinhos. Nisso, começou a adotar apenas o roteiro, coisa que eu mandei uma mensagem a ele, o apoiando no começo, dizendo que não ter que se preocupar com screencaps, agora ele teria mais liberdade de criação no roteiro, especialmente no que diz respeito a emoção dos personagens e que logo, as pessoas se acostumariam com o formato.

Grande engano meu, a debandada foi quase que geral, sobrando praticamente uma ou duas pessoas comentando, quando em tempo áureos, um episódio fraco em comentários não tinha menos que 20 posts.

A verdade é que, uma vez apresentando esse formato, deveria realmente ter ido ao fim com ele, mesmo que levasse um mês para lançar os episódios, pois o maior atrativo de The Group estava nisso, na arte de atrair até mesmo pessoas que não gostavam de ler, como um membro da comunidade que disse que adorava a série por causa do visual, mas depois que foi abandonado, talvez não a leria mais.

É uma pena, pois após tantas críticas e abandono de leitores, The One resolveu dar uma pausa na série após o 11º episódio, para poder pensar em tudo que estava acontecendo e fazer um replanejamento da temporada, para tentar trazer de volta aquele espírito da 1ª temporada, promessa, essa, que nunca aconteceu.

Meses depois ele abriu um tópico dizendo que estava para voltar, isso, em 01/01/08, sendo esse, o último tópico em que The One participou na comunidade.

Faz 2 anos que essa promessa foi feita, 2 anos sem um episódio inédito, 2 anos sequer de The One logado no Orkut. E triste pensar que por se tratar de um fake e que ninguém tinha noção de quem pudesse ser, alguma tragédia possa ter acontecido, coisa que eu torço para que não seja verdade, mas devido aos fatos, é improvável que por mais desanimado que estejamos, nós sabemos o quanto temos carinho por nossa primeira cria, e dificilmente o autor abandonaria a série desse jeito, sem mais justificativas e sequer com um final digno, como merecia.

Já pensei em diversas vezes tentar comprovar a veracidade do seu desaparecimento, e se algo de ruim tivesse acontecido, tentaria assumir The Group, apenas em respeito a nossa pioneira para dar um final digno a ela, como a mesma e o público que começou a assistir merecia.

Mas essa idéia caiu por terra quando o geocities terminou e com ele todos seus sites ficaram inativos, pois para assumir algo de mais de 1 ano que você não lê, era necessário uma releitura desde o piloto até onde parou, o que não era mais possível de se fazer.

Agora apenas lembranças existem, guardo em meu coração um enorme carinho por The Group, podia ter seus inúmeros defeitos, mas poucas séries podem se orgulhar de ter conquistado um público de verdade, numa época onde 90% dos que começaram a acompanhar, sequer sabiam da existência desse meio, onde não existia uma comunidade destinada á séries virtuais para fazer divulgação, muito menos a troca de favores entre autores, era trabalhoso, porém de um sentimento de vitória sem igual quando aparecia um leitor comentarista novo.

Não conhecia a pessoa por detrás do fake The One, mas no tempo em que me comuniquei com ele, posso dizer que era uma pessoa muito boa. Não comecei a escrever influenciado por série virtual nenhuma, até porque eu nem sabia da existência delas, mas quando encontrei a comunidade de The Group e fui dar os parabéns ao autor em sua página de recados, ele sem que eu pedisse adicionou minha comunidade na relacionadas dele, me aconselhou a procurar atores para a série (que até então eu não sabia que precisava ter) e quando precisei de alguém que manjava de photoshop para fazer algumas promos para apresentar os personagens, ele se ofereceu a fazer. E seu maior ato de humildade, foi quando Descobrindo terminou sua 1ª Temporada e ele fez questão de aparecer no tópico de comentários para me dar os parabéns pela conquista, isso em época em que não era comum um autor dar palpites no tópico de comentários sobre a série do outro.

Fica aqui o meu lamento por The Group não ter tido um final, mas também um agradecimento por sua existência, pois sinto bastante falta dos sábados em que a série era exibida, e as discussões sobre os erros e acertos que fazia com Luciel após a leitura de um episódio.


Fica a lembrança de uma série virtual que fez história e que sem ela, muita coisa hoje seria diferente, arrisco a dizer, quase inexistente.






- Segundo uma entrevista cedida a finada Revista Séries, o autor tinha 29 anos e trabalhava como Administrador.
- Seu primeiro contato com o mundo das séries virtuais foi através de uma emissora finada do qual ele não se lembra o nome.
- The Group inicialmente seria um livro, mas após conhecer essa emissora, resolveu criar a série, porém ele afirma que a história do livro é totalmente diferente da série.
- Ele resolveu lançar como independente após não receber resposta da finada emissora.
- Nos primeiros preparativos para a série, muita coisa era diferente, especialmente os plots dos personagens e seus atores no qual a maioria era brasileiro, mas com medo de algum processo da rede Globo por uso indevido de imagens (pretensão a minha? – disse The One rindo em uma entrevista) resolveu usar a maior parte atores estrangeiros.
- Não se sabe muito bem a data precisa do primeiro episódio, mas o segundo foi lançado em 22/12/05. De inicio os episódios não eram lançados semanalmente.
- Foi uma das poucas séries a lançar episódios semanalmente sem longos hiatus.
- A série tinha duas aberturas com dois temas diferentes, a primeira de forma triste e longa, porém não lembro a música tema, sei que era bastante lenta. A segunda era mais rápida e dinâmica com o refrão de Come Back Donw da banda Lifehouse. Quem quiser conferir, clique aqui, a qualidade não está boa, mas no site ficava em HD.
- Após o término de cada temporada, eram lançados DVD’S (chamdo de Web Box pelo autor) especiais incluindo extras e uma entrevista feita pelos próprios membros da comunidade, infelizmente muitas curiosidades que poderiam ser descritas aqui não estão mais disponíveis já que o os sites não existem mais.
- Desanimando com as críticas e o abandono do público, The One afirmou que a 3ª Temporada seria a última, o que antes havia um planejamento de 6 temporadas.
- Em paralelo a The Group, seria lançado uma série nos mesmos moldes chamada “Três Vidas”, com Tom Welling interpretando tri gêmeos. A comunidade ainda existe, mas o projeto havia sido engavetado muito antes da crise em The Group.






E vou ficando por aqui, os especiais não acabarão, ainda pretendo falar de uma seqüência de séries iniciais, como Ties of Friendship, Feyernood, Pieces Of Heaven... e por aí vai, portanto autores, me procurem para me passar inúmeras informações sobre sua iniciação no mundo das séries virtuais.

E se alguém da TVSN ainda estiver ativo e viveu a história da emissora, também seria bacana um especial sobre a mesma. Caso ainda existe algum remanescente por aí, me procure no e-mail: thiago_gao@yahoo.com.br

Um grande abraço á todos e até a próxima.







1 comentários:

Luciel disse...

Que delicia reviver tudo isso!

Realmente The Group tinha o dom de fazer seu coração bater mais rapido ou devagar, te irritar ou amar rsrs...


Saudades enorme dessa epoca = ]
Sempre no meu s2

Otimo texto Thiago, parabens!

 
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